Opinião Preliminar do SCCS sobre Alpha-Arbutin e Beta-Arbutin
A Alfa-arbutina e a Beta-arbutina são utilizadas em cosméticos com funções antioxidantes, clareadoras e condicionadoras da pele. Após as preocupações levantadas durante a discussão no Working Group on Cosmetic Products e a consequente solicitação de dados sobre estes ingredientes, o SCCS avaliou a segurança da Alfa-arbutina e da Beta-arbutina em produtos cosméticos.
Marta Pinto

Marta Pinto

Consultora Assuntos Regulamentares

ALPHA-ARBUTIN E BETA-ARBUTIN

A Alpha-arbutin (alfa-arbutina) e a Beta-arbutin (Beta-arbutina, isómero óptico) são ingredientes cosméticos semelhantes. Em produtos cosméticos, estes ingredientes podem ser utilizados ​​como agentes antioxidantes, clareadores e condicionadores da pele. Atualmente, a Alpha-arbutin e a Beta-arbutin não se encontram incluídas nos Anexos do Regulamento Europeu relativo a produtos cosméticos (Regulamento (CE) N.º 1223/2009), o que significa que a sua utilização não está sujeita a restrições em produtos cosméticos na União Europeia (UE).

Em 2015, o Comité Científico da Segurança dos Consumidores (SCCS – Scientific Committee on Consumer Safety) da Comissão Europeia avaliou a segurança da Alpha-arbutin e Beta-arbutin e publicou dois pareceres. O SCCS concluiu que o uso de Alpha-arbutin até uma concentração de 2% em cremes faciais e 0,5% em loções corporais era seguro para os consumidores. A Beta-arbutin foi considerada segura para os consumidores quando utilizada numa concentração de até 7% em cremes faciais e desde que a contaminação de hidroquinona nas formulações cosméticas permanecesse abaixo de 1 ppm.

Os pareceres do SCCS não avaliaram o potencial uso combinado de substâncias libertadoras de hidroquinona em produtos cosméticos.

As discussões no Grupo de Trabalho sobre Produtos Cosméticos (Working Group on Cosmetic Products) levantaram preocupações sobre o teor de hidroquinona, a sua libertação e sobre a exposição agregada de produtos cosméticos que contenham Alfa-arbutin e/ou Beta-arbutin. Consequentemente, foi realizada uma solicitação de dados e as partes interessadas foram convidadas a fornecer dados/informações relevantes relacionados com a estabilidade destes ingredientes, a sua absorção dérmica, a taxa de libertação de hidroquinona (incluindo biotransformação) e a exposição agregada.

NOVA OPINIÃO PRELIMINAR DO SCCS

Em março, o SCCS dpublicou o seu parecer preliminar sobre a segurança da Alpha-arbutin e Beta-arbutin em produtos cosméticos.

Baseando-se nos dados fornecidos e informações relevantes disponíveis na literatura científica, o SCCS afirmou que “não pode concluir sobre a segurança da alpha-arbutin quando usada em cremes faciais até uma concentração máxima de 2% e em loções corporais até uma concentração máxima concentração de 0,5%”.

Em relação ao uso de Beta-arbutin, nenhuma informação foi fornecida durante a solicitaçãode dados e as informações disponíveis na literatura científica são insuficientes para concluir sobre a segurança deste ingrediente.

O Comité considera que os dados sobre a degradação/metabolismo da Alpha-arbutin e Beta-arbutin, expostas ao microbioma/enzimas da pele e a libertação de hidroquinona e o seu destino final são essenciais para a avaliação da segurança. Consequentemente, o SCCS não pôde recomendar uma concentração segura para Alpha-arbutin ou Beta-arbutin.

O parecer preliminar do SCCS está aberto a comentários até 27 de maio de 2022.

Se desejar obter mais informações sobre a segurança de ingredientes cosméticos, não hesite em contatar-nos em info@criticalcatalyst.com.

Referências:

  1. Regulation (EC) No 1223/2009 of the European Parliament and of the Council of 30 November 2009 on cosmetic products.
  2. Scientific Committee on Consumer Safety (SCCS). Opinion on the safety of alpha-arbutin and beta-arbutin in cosmetic products. SCCS/1642/22. 2022.

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