O que há de novo?
O Comité Científico de Segurança do Consumidor (SCCS) publicou um parecer científico sobre o Dietilamino Hidroxibenzoil Hexil Benzoato (DHHB), com um foco específico nos níveis de contaminação por di-n-hexil ftalato (DnHexP). Este parecer surge na sequência das preocupações levantadas pelas autoridades alemãs que detetaram metabolitos de mono-n-hexil ftalato (MnHexP) em amostras de urina de crianças, potencialmente relacionados com o uso de protetor solar.
O DHHB está atualmente autorizado pela Entrada 28 do Anexo VI do Regulamento dos Cosméticos da UE em concentrações até 10% nos produtos cosméticos acabados. Embora o próprio DnHexP seja proibido pela Entrada 1559 do Anexo II, pode ocorrer como uma impureza de fabrico inevitável nos processos de produção de DHHB.
O parecer do SCCS aborda duas questões específicas: estabelecer níveis máximos de contaminação para o DnHexP em DHHB e avaliar se processos de fabrico alternativos poderiam minimizar esta impureza para níveis tecnicamente alcançáveis.
Principais conclusões
Considerando as preocupações de saúde associadas ao DnHexP, o SCCS calculou um nível máximo seguro de 0,026% (260 ppm) para esta impureza no filtro UV DHHB. Isto aplica-se quando o DHHB é utilizado até 10% em produtos cosméticos e apenas se o DnHexP for uma impureza inevitável.
E agora?
Este parecer científico afeta diretamente os fornecedores de filtros UV e os fabricantes de protetores solares que utilizam o DHHB como ingrediente ativo.
As empresas devem garantir que o DHHB está em conformidade com o limite máximo estabelecido de 260 ppm para a contaminação por DnHexP quando a impureza é tecnicamente inevitável.




